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Nota de pesar pelo falecimento da jornalista Liana John

24 de julho de 2021

A SOS Mata Atlântica lamenta profundamente o falecimento da jornalista e escritora Liana John, pioneira do jornalismo ambiental que deu enorme contribuição à causa com seu trabalho. Ela também foi voluntária da Fundação, no papel de integrante do Conselho, e recebeu 5 vezes o Prêmio de Reportagem sobre Biodiversidade da Mata Atlântica – concurso promovido pela Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica.

Liana sofria com um câncer de pâncreas há quase seis anos e deixa o marido, o pesquisador Evaristo de Miranda; os quatro filhos, Tiago, Íris, Melissa e Daniel; e o neto Nico. Autora de mais de 10 livros, a jornalista foi editora de Ciência e Meio Ambiente da Agência Estado por 15 anos e durante seis anos foi editora executiva da revista Terra da Gente. Também colaborou em veículos como National Geographic Brasil, Horizonte Geográfico, Veja, Planeta Sustentável, Rádio Eldorado e Revista Pantanal.

“Estamos muito tristes. Liana foi uma grande referência para o jornalismo ambiental no Brasil. Por meio do seu trabalho, foi uma defensora importante da Mata Atlântica, do meio ambiente e da ciência. É uma grande perda e nos solidarizamos com toda sua família e amigos”, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica.

“Perdi mais uma amiga e o jornalismo ambiental perdeu uma de suas pioneiras e mais importantes vozes. Trabalhamos juntos na Agência Estado preparando a cobertura da ECO-92 (…) Seus textos, com precisão científica e linguagem instigante, ao mesmo tempo fortes e gentis, ajudaram a fundar o jornalismo ambiental no Brasil”, afirmou Clayton Lino, conselheiro da Fundação e presidente do Conselho Nacional na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Com o agravamento de sua doença, Liana deixou uma belíssima mensagem de despedida, que compartilhamos abaixo:

“Caríssimos amigos, de longa data ou recentes, de abraçar demoradamente ou só trocar breves mensagens virtuais;

Queridos familiares, distantes ou presentes;

Estimados parceiros da luta pela inclusão;

Eternos companheiros de jornalismo, de fotografia, de viagem e das mais diversas jornadas:

Isto é uma despedida.

Boa parte de vocês sabe que eu batalhava contra um câncer de pâncreas desde novembro de 2015. Passei por cirurgias, quimios e outros procedimentos, alguns mais, outros menos debilitantes. Mas tive a sorte de viver longos intervalos sem dor, com o pé na estrada, voando pelo mundo, na companhia do meu grande amor e companheiro, Edu, e com meus filhos amados: Tiago, Íris, Melissa e Daniel.

Agora, infelizmente, o câncer venceu. Tempo encerrado para mim.

Não levo ressentimentos, nem arrependimentos. Estava previsto, pude usar os eventuais prorrogamentos para me preparar. Sigo leve meu destino. Vivi intensamente, amei muito, tive quatro filhos lindos, um netinho encantador (que lamento não ver crescer). Estudei, li, aprendi, trabalhei no que quis, como pude, tive oportunidades maravilhosas, fiz alguma diferença e deixei alguns rastros em nossa história comum. Acho eu.

Não queria ir embora sem agradecer a todos. Com vocês dividi alegrias, preocupações, aspirações, conhecimento, muito suor, tristezas, sonhos, imagens, frustrações, desejos recorrentes ou passageiros, maluquices, bobagens gostosas. Tudo isso é vida e minha vida foi plena disso tudo.

Sou muito grata por fazer parte de suas lembranças. Vocês são a maior riqueza do meu coração!

E, se houver alguma consciência do outro lado, estarei lá, olhando por todos, com saudades imensas!

Beijo grande, Liana John”

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